Ninguém Aplica o que Aprendeu
A formação correu bem, as pessoas gostaram, e na segunda-feira está tudo igual. Sobre o que acontece depois de a sala esvaziar.
Por Telmo Silva
Ir para o plano de transferência ↓Porque escrevi este guia
Durante anos, quando acabava de entregar uma formação, o meu trabalho não acabava. Ficava atribuído àquela turma entre quinze dias e um mês, já com as pessoas em produção, para detetar e colmatar as lacunas que só aparecem quando o trabalho é a sério. Quem mostrasse uma falha grave num tópico era retirado, recebia reforço, e só depois voltava às funções.
Na altura parecia-me normal, porque era o processo da casa. Só muito mais tarde percebi que quase nenhum formador tem isso. A maioria entrega, recolhe o inquérito de satisfação, e vai-se embora sem nunca saber o que aconteceu a seguir.
Este guia é o que aprendi nesses quinze dias e nesse mês, repetidos ao longo de anos e de várias operações. Não é sobre como dar formação, que já existe escrito aos milhares. É sobre o que acontece depois de a sala esvaziar, que é onde a formação se ganha ou se perde.
Uma honestidade sobre o que aqui está
Tinha o mecanismo e tinha a observação. Não guardei estatísticas. Vi o padrão de perto durante anos, e sei o que acontecia, mas não te consigo mostrar uma tabela. Onde há investigação séria, cito-a e digo de onde vem. No resto, é o que vi, e o que se vê não é o mesmo que o que se prova.
Serve para quem dá formação, para quem lidera equipas e tem de integrar gente nova, e para quem paga formação e nunca percebeu por que razão ela raramente muda alguma coisa.
Uma formação não se julga pelo inquérito no fim. Julga-se pelo que a pessoa faz na segunda-feira seguinte, e quase ninguém está lá para ver.
Por onde começar, consoante a tua situação
Índice
10 capítulos, cerca de 15 minutos. O capítulo 2 é o que mais incomoda quem trabalha nesta área, e é onde eu começaria.
01O inquérito no fim mede a coisa errada
A ilusão: a formação correu bem porque as avaliações foram altas. A realidade: mediste se gostaram de lá estar.
Quase toda a formação em Portugal acaba da mesma maneira. Distribui-se um inquérito, pergunta-se se o formador foi claro, se o ritmo foi adequado, se a sala estava boa, e arquiva-se o resultado. Se a média for alta, considera-se que correu bem.
Só que esse inquérito responde a uma pergunta que quase não interessa a quem pagou a formação. Mede reação. Alguém pode gostar imensamente de uma sessão, avaliá-la com nota máxima, e não mudar rigorosamente nada no trabalho. Acontece todos os dias, e o inquérito nunca dá por isso.
Os quatro níveis, e onde toda a gente pára
O modelo de avaliação de formação mais usado no mundo, o de Donald Kirkpatrick, tem quatro níveis: reação (gostaram?), aprendizagem (ficaram a saber?), comportamento (aplicam no trabalho?) e resultados (a organização mudou?). A crítica mais consistente que se lhe faz não é ao modelo, é à prática: a esmagadora maioria das organizações mede só os dois primeiros e deixa os outros dois para alguém que nunca aparece. É por isso que o nível 3 é o tema deste guia inteiro.
Repara na assimetria: o nível 1 mede-se em cinco minutos no fim da sessão, com a sala ainda cheia e as pessoas de bom humor. O nível 3 exige voltar lá semanas depois, quando já ninguém se lembra de quem deu a formação. Um é barato e inútil, o outro é caro e é o único que conta.
02A estatística mais citada desta área nunca foi provada
A ilusão: só 10% da formação chega ao trabalho, e há investigação a prová-lo. A realidade: o número anda por aí há quarenta anos e nunca teve estudo nenhum por trás.
Se leste alguma coisa sobre formação nos últimos vinte anos, já apanhaste esta frase: apenas 10% do que se ensina em formação chega a ser aplicado no trabalho. Aparece em apresentações, em propostas comerciais, em artigos, em livros. É a arma retórica preferida de quem vende formação e de quem a critica.
Não existe estudo nenhum por trás dela.
De onde veio mesmo
A origem é um artigo de David Georgenson, de 1982, sobre a importância do apoio das chefias. Nele, o autor escreve uma frase do género "quantas vezes já ouviram diretores de formação dizer que estimam que só 10% do conteúdo apresentado em sala se reflete em mudança de comportamento". Era um recurso de escrita para prender o leitor, sem dado nenhum a suportá-lo, e o próprio texto não cita fonte porque não havia. Em 1988, a revisão de Baldwin e Ford sobre transferência de formação repetiu o número, e a partir daí passou a ser citada como se fosse resultado de investigação. Vários autores já documentaram isto, e ninguém alguma vez conseguiu provar o número.
Digo isto por duas razões, e a segunda importa mais do que a primeira.
A primeira é que quem trabalha numa área devia conhecer o folclore dela. Se alguém te apresentar uma proposta de formação a abrir com os 10%, já sabes o rigor com que o resto foi feito.
A segunda é que o problema da transferência existe mesmo, e não precisa de um número inventado para se sustentar. Precisa exatamente do contrário: de alguém que vá ver. É isso que o resto do guia trata.
O problema é real. O número é que nunca foi.
03O que se mede em vez disso
A ilusão: medir comportamento é complicado e caro. A realidade: é trabalhoso, não é complicado, e a maior parte da dificuldade é organizacional e não técnica.
Medir se a formação passou para o trabalho é olhar para uma coisa concreta que a pessoa faz, algum tempo depois, e comparar com o que fazia antes. Não é um inquérito. Não é uma autoavaliação. É observação de comportamento, e tem de acontecer no sítio onde o trabalho é feito.
A literatura sobre avaliação de formação aponta para começar duas a quatro semanas depois da sessão e continuar nos meses seguintes. Cedo de mais e ainda estás a medir memória fresca; tarde de mais e já não distingues o efeito da formação do efeito de tudo o resto.
O que eu fazia, e porque funcionava
Quando entregava uma turma, ficava atribuído a ela entre quinze dias e um mês, com as pessoas já em produção. Não era acompanhamento simpático: era procurar lacunas. Quem mostrasse uma falha grave num tópico era retirado da operação, recebia reforço só naquilo, e voltava depois. Havia equipas dedicadas a isto a trabalhar comigo.
O que isto muda, e muda tudo: eu via as consequências do que tinha ensinado, com nome e cara, semanas depois. Um formador que entrega e desaparece nunca sabe qual dos seus módulos não colou. Eu sabia, e por isso o módulo seguinte era diferente.
Se não tens uma equipa dedicada
A maior parte de quem dá formação não tem esta estrutura, e o guia não serve de nada se depender dela. A versão mínima: escolhe três comportamentos concretos que a formação devia mudar, escreve antes o que conta como sinal forte, e combina com a chefia direta uma observação a duas semanas e outra a um mês, pessoa a pessoa. Pessoa a pessoa importa: uma marca única para a turma inteira esconde precisamente o que interessa, que é quem precisa de reforço e em quê. Três comportamentos observados numa mão-cheia de pessoas valem mais do que trinta perguntas num inquérito.
04Praticar outra vez, não explicar outra vez
A ilusão: se não perceberam, explico melhor. A realidade: se não perceberam, põe-nos a fazer.
As formações que dou não são teóricas. A cada módulo entregue há sempre uma tentativa de pôr em prática, ali, para perceber se o conhecimento ficou e se dá para consolidar. Quando aparece uma falha, recapitula-se e revê-se, e a minha preferência é sempre voltar a praticar em vez de voltar a explicar.
Isto não é preferência pessoal, é o que a investigação sobre aprendizagem mostra há décadas: recuperar informação da memória fixa muito melhor do que voltar a recebê-la. Ouvir a explicação outra vez dá uma sensação confortável de compreensão que desaparece dias depois. Tentar fazer e falhar é desconfortável e é o que fica.
Há um efeito prático que quase ninguém antecipa: a prática por módulo é também o teu instrumento de medição mais barato. Não precisas de esperar pelo fim da formação para saber quem está a ficar para trás. Sabes ao fim de cada módulo, e ainda estás a tempo.
05Detetar cedo quem já desligou
A ilusão: quem está calado está a acompanhar. A realidade: quem está calado pode já ter saído da sala sem se levantar.
Em formação de suporte de curta duração, apercebi-me muitas vezes de que havia pouco interesse por parte de alguns formandos. Não por má vontade: queriam pôr as mãos na massa e aprender a fazer, em vez de ouvir teoria. O desinteresse não era desrespeito, era um sinal de que o formato não estava a servir aquela pessoa.
Este comportamento tem de ser identificado cedo e resolvido, e a razão é prática. Em funções de contacto com cliente, a imagem da empresa é tudo, e o primeiro contacto conta. Alguém que sai da formação sem ter consolidado não falha em privado: falha à frente de um cliente, e a falha fica.
A correção é quase sempre a mesma e é barata: antecipar a prática. Se a pessoa quer fazer, deixa-a fazer mais cedo do que o plano previa, e usa o erro que ela cometer como o material da teoria que vinha a seguir. Perde-se a sequência bonita do manual e ganha-se a atenção da sala.
06Turmas com hábitos enraizados
A ilusão: quem já tem experiência aprende mais depressa. A realidade: aprende mais depressa o que é novo, e mais devagar o que contraria o que já sabia.
As turmas mais difíceis que tive foram sempre as de pessoas com hábitos já enraizados de outros empregos. Não é resistência por teimosia. É que aquilo que trazem funcionou noutro sítio, muitas vezes durante anos, e ninguém abandona de bom grado uma coisa que já lhe deu resultado.
O trabalho ali não é convencer que estão errados, porque não estão. É fazer ver que o que resultava naquela casa pode não resultar nesta, e que assumir que tudo funciona igual entre duas experiências profissionais é a origem de metade dos erros que vão cometer. Dito assim, sem desvalorizar o que trazem, quase toda a gente ouve.
O que não fazer
Contrariar em público quem tem vinte anos de ofício é a forma mais rápida de perder a sala inteira, porque os outros vão tomar partido pela pessoa e não pelo argumento. A conversa difícil com quem traz hábitos fortes faz-se numa pausa, um para um, e quase sempre acaba com essa pessoa a ajudar-te no resto da formação.
07Quem quer estar ali, e quem foi mandado
A ilusão: quem foi obrigado a vir não vai aprender nada. A realidade: vai aprender, mas o caminho até lá é outro.
Quem se inscreve por vontade própria está de parabéns e nota-se logo na primeira meia hora. Saber não ocupa lugar, e aprender, consolidar e rever é sempre uma mais-valia para o percurso de qualquer pessoa. Com esses, o trabalho é não estragar: dá-lhes matéria e sai da frente.
Quem foi mandado pela chefia tem de ser levado de outra maneira, e a tentação é baixar a fasquia. Não baixo. O que muda não é a exigência, é a explicação: essa pessoa precisa de perceber, antes de mais nada, o que ganha ela com aquilo. Não a empresa, não o chefe que a mandou. Ela.
É por isso que a primeira coisa que digo a uma turma obrigada nunca é o programa. É para que serve isto na vida profissional de cada um dos que ali estão. Depois disso o programa corre igual ao das outras.
08Cinquenta pessoas não é uma palestra
A ilusão: com muita gente na sala, só dá para expor. A realidade: dá, se o desenho puser a exposição no sítio certo e a prática noutro.
Nas formações que dou hoje em contexto industrial há sessões com até cinquenta pessoas, e não são palestras. São uma peça de um formato repartido, e a repartição é que faz o trabalho.
- Primeiro, e-learning. A matéria base fica feita antes de alguém entrar numa sala, ao ritmo de cada um.
- Depois, a sessão grande. É de perguntas e respostas, e existe para resolver as dúvidas comuns que sobraram do e-learning. Cinquenta pessoas com as mesmas dúvidas é eficiente; cinquenta pessoas a ouvir matéria nova não é.
- Por fim, a prática, dividida por percursos. Frontend, backend, automação, administração. Cada percurso tem o seu formador, e o meu é o de modelação, com certificação própria nesse percurso.
A lição é transferível para fora da indústria: o número de pessoas na sala não determina o formato. Determina apenas o que é razoável fazer com elas ali. Exposição escala bem, prática não escala nada, e por isso a prática tem de acontecer noutro momento, em grupos pequenos e com alguém que domine aquele assunto em concreto.
09Duas coisas que se continuam a ensinar sem base
A ilusão: se toda a gente ensina isto, é porque há investigação por trás. A realidade: às vezes há só repetição, e repetição não é evidência.
Há duas ideias muito populares nesta área que continuam a aparecer em formações de formadores, em propostas e em estratégias de recursos humanos, e que não têm a base que se lhes atribui. Nenhuma das duas é inofensiva, porque as duas mudam a forma como se desenha formação.
Estilos de aprendizagem
A ideia de que cada pessoa tem um estilo (visual, auditivo, cinestésico) e aprende melhor quando o ensino corresponde a esse estilo chama-se hipótese do encaixe. Uma revisão de 2008, de Pashler, McDaniel, Rohrer e Bjork, foi procurar os estudos que a testavam como deve ser e encontrou praticamente nenhum a apoiá-la, com alguns a contrariá-la. A conclusão foi que não há base suficiente para justificar o uso de avaliações de estilos de aprendizagem na prática educativa.
As pessoas têm preferências, isso é verdade e não está em causa. O que não se confirma é que ensinar segundo a preferência melhore a aprendizagem. O que melhora é ensinar segundo a natureza da matéria: quem aprende a soldar tem de soldar, seja qual for o seu estilo declarado.
O modelo 70-20-10
A regra de que 70% da aprendizagem vem da experiência, 20% dos outros e 10% da formação formal é repetida como se fosse uma medição. Vem de um inquérito dos anos 80 a cerca de 200 executivos, a quem se perguntou de onde achavam que tinha vindo a sua aprendizagem. É autorrelato, de uma amostra pequena e muito específica, e a proporção nunca foi estabelecida empiricamente.
A ideia por trás continua útil: a maior parte do que se aprende não acontece numa sala. O erro é usar os números como se fossem um orçamento, e decidir com base neles quanto se investe em cada coisa.
Porque é que isto importa para ti
Um formador que sabe distinguir o que está provado do que é folclore desenha formação diferente, e defende as suas escolhas com outra segurança quando alguém lhe pergunta porque é que não fez de outra maneira. É também a diferença entre repetir o que se ouve nesta área e perceber o que se faz nela.
10O que eu achava, e estava errado
A ilusão: quem sabe a matéria sabe ensiná-la. A realidade: a matéria é a parte que já tinhas.
Durante muito tempo achei que formar pessoas era fácil. Sabes a matéria, explicas bem, as pessoas aprendem. Hoje sei que não é assim, e sei também que essa ilusão dura exatamente até à primeira turma que não pega.
O que faz a diferença não é dominar a matéria, que é apenas o requisito mínimo. É gostar de pessoas, e é ter paciência para usar o tempo todo que for preciso até o conhecimento consolidar, sem pressa de fechar o módulo porque o plano diz que já devia estar fechado.
Isso é uma boa notícia, ainda que não pareça. Se a diferença fosse talento, pouco havia a fazer. Como a diferença é disponibilidade e método, é coisa que se aprende e se decide.
E aprende-se da mesma maneira que se aprende tudo o resto neste guia. Um formador pode ser excelente em teoria e continuar a ser mediano na sala: é a prática que consolida, que melhora e, sobretudo, que desafia, porque é lá que aparece a turma que não reage ao que sempre resultou. O que peço aos formandos no capítulo 4, praticar em vez de voltar a ouvir a explicação, vale para quem está à frente da sala exatamente pela mesma razão.
Saber a matéria é o requisito mínimo. O resto é paciência com método.
O teu plano de transferência
A versão mínima do capítulo 3, sem precisar de equipa nenhuma. Antes da formação, escreve o que devia mudar no trabalho e o que conta como sinal forte. Depois volta lá, a quinze e a trinta dias, e marca pessoa a pessoa.
Pessoa a pessoa, e não uma marca só para a turma: numa turma de doze uns aplicam e outros não, e é essa diferença que diz onde falta reforço. Fica guardado só neste browser.
Conclusão
A formação não se julga na sala. Julga-se no trabalho, semanas depois, quando ninguém está a olhar e a pessoa faz, ou não faz, aquilo que aprendeu. Tudo o que este guia diz sai daí: o inquérito no fim mede reação, a prática por módulo mede aprendizagem, e só a observação lá fora mede o que interessa.
A parte incómoda é que medir isso obriga a voltar, e voltar custa tempo a alguém. É por isso que quase nenhuma organização o faz, e é por isso que quase toda a formação continua a ser avaliada pela coisa mais fácil de recolher em vez da mais importante de saber.
Se ficares só com uma decisão deste guia, fica com esta: antes da próxima formação que deres, escreve os três comportamentos que ela devia mudar e a data em que vais lá voltar para ver. Escrever isso antes muda a formação inteira, porque de repente já não estás a desenhar uma sessão, estás a desenhar uma consequência.
Se dás formação e isto te fez mudar alguma coisa no que ias fazer a seguir, conta-me. E se discordas, ainda melhor, porque é assim que a próxima versão fica melhor.
Se a formação que vais dar é sobre usar IA, há um guia inteiro sobre isso aqui ao lado: O Colega Que Leu Tudo.
Isto ajudou-te?
Fontes, e o que é só observação minha
Avaliação de formação
- Donald Kirkpatrick, os quatro níveis de avaliação (reação, aprendizagem, comportamento, resultados). A crítica corrente ao modelo não é ao modelo mas à prática: a maior parte das organizações mede só os dois primeiros níveis, porque os outros dois são mais difíceis e exigem voltar ao terreno semanas depois.
A estatística dos "10%", e porque não vale nada
- David Georgenson, "The Problem of Transfer Calls for Partnership", Training and Development Journal, 1982: a origem real do número, escrita como recurso retórico e sem qualquer dado a suportá-la.
- Timothy Baldwin e J. Kevin Ford, "Transfer of Training: A Review and Directions for Future Research", Personnel Psychology, 1988: a revisão que repetiu o número e a partir da qual ele passou a ser citado como se fosse investigação.
- Vários autores documentaram depois o problema, entre eles Gina Farrington, "Training transfer: Not the 10% solution", Performance Improvement Quarterly, 2011, e J. Kevin Ford e Stephen Yelon sobre o que chamam a ilusão dos 10%.
Duas ideias populares sem a base que se lhes atribui
- Harold Pashler, Mark McDaniel, Doug Rohrer e Robert Bjork, "Learning Styles: Concepts and Evidence", Psychological Science in the Public Interest, 2008: não há base suficiente para justificar avaliações de estilos de aprendizagem na prática educativa.
- Alan Clardy, "70-20-10 and the Dominance of Informal Learning: A Fact in Search of Evidence", Human Resource Development Review, 2018: a proporção vem de autorrelato de cerca de 200 executivos e nunca foi estabelecida empiricamente.
O resto
- Anos a entregar formação e a ficar atribuído às turmas entre quinze dias e um mês depois, já em produção, em várias operações e em vários projetos. Tinha o mecanismo e a observação; não guardei estatísticas, e digo-o de propósito.