Saltar para o conteúdo
Telmo Silva/hub
Liderar pessoas

Ninguém Te Ensinou a Ser Chefe

Ganhaste o cargo por seres bom a fazer o trabalho. Ninguém te disse que ias deixar de o fazer.

Por Telmo Silva

Ir para o registo de 1:1 ↓

Porque escrevi este guia

Entrei numa operação de customer experience como agente de apoio ao cliente. Ao longo de quase uma década, e sem nunca ter pedido isso, fui passando por SME, Quality Coach e Trainer, até chegar a Quality Team Leader, a liderar equipas até cem pessoas. Ninguém me sentou antes disso e explicou como se faz. As duas formações que tenho hoje sobre gerir conflitos e equipas multifuncionais vieram depois, quando já geria gente há tempo, não antes.

Não é queixa. É o padrão mais comum que existe em gestão: promove-se quem é bom no trabalho, e assume-se que gerir pessoas vem a reboque disso. Às vezes vem. Na maior parte das vezes vem tarde, à custa de erros que uma equipa inteira sente antes de o chefe perceber que os está a cometer.

Uma honestidade sobre o que aqui está

Isto não é um curso de gestão nem finjo que é. O GROW e o SMART não são meus, são modelos antigos e conhecidos, e digo de onde vêm. O resto (follow-up, feedback, onboarding, o que fazer quando alguém não evolui) é o que pratiquei a coordenar pessoas e a formar quem entrava de novo, em quatro projetos diferentes ao longo de quase dez anos. Não é ciência. É o que vi resultar de perto, e o que vi correr mal de perto também.

Serve para quem foi promovido sem aviso, para quem já dá formação e agora também lidera, e para quem está do lado de baixo e quer perceber o que devia estar a receber do chefe e não está.

Ganhaste o cargo por seres bom a fazer o trabalho. Ninguém te disse que ias deixar de o fazer.

10 capítulos, cerca de 16 minutos. O capítulo 10 inverte o guia inteiro, e é onde a maior parte dos chefes nunca chega.

01Ninguém Nasce Chefe (Nem Formador, Nem Coach)

A ilusão: quem é bom no trabalho vai ser bom a geri-lo. A realidade: são duas competências diferentes, e uma não ensina a outra.

O padrão repete-se em quase todas as empresas. Alguém é excelente no trabalho técnico, é promovido a chefe dessa mesma equipa, continua a ser avaliado como se ainda fosse técnico, e nunca recebe ferramentas para gerir gente. A equipa fica sem clareza, sem feedback e sem apoio, e o chefe passa os dias a apagar fogos sem perceber porque é que o fogo nunca para.

Ninguém fez isto de propósito. Simplesmente ninguém pensou que fosse preciso ensinar a parte nova.

Isto até tem nome

Laurence J. Peter descreveu isto em 1969, em "The Peter Principle": numa hierarquia, as pessoas tendem a ser promovidas até ao nível em que deixam de ser competentes, porque a promoção é decidida pelo desempenho no cargo anterior, não pelo cargo novo. Não é uma lei da física, é uma observação sobre como a maior parte das organizações decide quem sobe. Mas explica muito do que sentes nas primeiras semanas.

Algumas pessoas começam com mais facilidade a comunicar, a ouvir, a manter a calma sob pressão. Ajuda. Não substitui prática. Gerir pessoas exige aprender a definir o que importa, explicar expectativas, ouvir antes de resolver, dar feedback claro, remover obstáculos e acompanhar sem controlar tudo. Nada disto vem automaticamente com um cargo novo, e fingir que vem é o primeiro erro caro que um chefe novo comete.

Este guia é sobre a parte que ninguém te explicou.

02O Que um Chefe Realmente Faz

A ilusão: chefiar é aprovar férias, distribuir tarefas e apagar urgências. A realidade: isso é o que preenche o dia, não o que define o trabalho.

Um chefe útil faz três coisas: dá direção, desbloqueia e desenvolve pessoas. O resto é operação, e a operação tem de acontecer, mas não é por aí que se mede se o teu trabalho está a servir para alguma coisa.

Direção

Dar direção é tornar o trabalho claro: definir prioridades, explicar o que é um bom resultado, ligar o trabalho de cada pessoa ao objetivo da equipa, dizer o que não é prioritário agora. Sem isto, cada pessoa inventa a própria definição de urgência, e todas inventam definições diferentes.

Desbloqueio

Desbloquear é remover o que impede a equipa de avançar: dependências de outras equipas, falta de acessos ou de informação, processos desnecessários, decisões que só o chefe pode tomar. Passei anos como Real Time Analyst a monitorizar filas e capacidade ao minuto e a ajustar a operação em tempo real; é a versão mais literal de desbloqueio que existe, e é o mesmo instinto que se aplica a uma equipa inteira, só que em semanas em vez de minutos.

Desenvolvimento

Desenvolver é ajudar alguém a ficar capaz de fazer melhor trabalho, com mais autonomia: dar feedback, fazer perguntas antes de dar respostas, criar oportunidades de prática, explicar como o trabalho será avaliado. É a parte que mais se adia, porque nunca é urgente no dia em que devia acontecer.

Um bom chefe alterna entre os três. Não precisa de fazer coaching em todas as situações: quando há risco, urgência ou uma decisão que é sua, decide. Quando a pessoa precisa de crescer, cria espaço para pensar. Confundir as duas situações é o segundo erro caro, e o resto deste guia é sobre como não confundir.

03Coaching Sem Jargão: o GROW

A ilusão: coaching é fazer perguntas em vez de dar respostas. A realidade: é uma estrutura, com perguntas certas em cada fase, e sem estrutura vira só uma conversa vaga.

De onde vem

GROW é um modelo de John Whitmore, popularizado no livro "Coaching for Performance", de 1992. Não é ciência com replicação estatística, é uma estrutura de conversa que sobreviveu trinta anos porque é simples de lembrar debaixo de pressão.

  • Goal: o que queres alcançar? Não deixes a pessoa começar pela solução.
  • Reality: onde estás agora, com factos e não com impressões?
  • Options: que opções tens, antes de escolheres uma?
  • Will: o que vais fazer, até quando, e como vamos acompanhar?

A parte que mais se ignora é a primeira. Muita gente chega a uma conversa já a queixar-se, e a tentação do chefe é resolver de imediato. Antes disso, vale a pena traduzir a queixa num objetivo.

A mesma frustração, duas formas de a levar à conversa

Queixa: "Não tenho tempo para responder a todos os tickets." Objetivo traduzido: "Reduzir o tempo gasto em tickets repetidos e responder aos restantes dentro de 24 horas." A primeira é um desabafo. A segunda já dá para desenhar uma conversa GROW inteira.

Não precisas de seguir a ordem à risca. Uma conversa real volta atrás: ao explorar a realidade, descobres às vezes que o objetivo tinha de ser outro. O que importa é sair da conversa com um Will concreto, não com uma sensação de que falaram sobre o assunto.

04Quando Não Usar Coaching

A ilusão: fazer perguntas é sempre a versão mais respeitosa de liderar. A realidade: às vezes é uma forma de fugir a uma decisão que já era tua.

GROW funciona quando a pessoa pode pensar, escolher e agir com autonomia apropriada à situação. Não funciona, e não deve ser usado, em quatro casos:

  • Há risco sério de segurança, legal, ou para um cliente.
  • A decisão é tua e tem de ser tomada depressa.
  • A pessoa é nova e ainda não tem contexto suficiente para escolher bem.
  • A prioridade já foi definida e só falta instrução, recursos ou clareza.

Nestes casos, sê direto. Explica a decisão, o porquê, o que se espera, e onde a pessoa pode pedir ajuda. Uma pergunta aberta quando a resposta já está decidida não parece respeito, parece manipulação, e as pessoas percebem a diferença muito mais depressa do que os chefes gostariam de acreditar.

Coaching não é fingir neutralidade quando já decidiste. É dar espaço de decisão só onde ele existe de facto.

05Objetivos Que Não Ficam no PowerPoint

A ilusão: um objetivo escrito numa apresentação de início de ano já é um objetivo a funcionar. A realidade: se ninguém voltar a ele antes da avaliação anual, é decoração.

De onde vem o SMART

George T. Doran publicou o acrónimo em 1981, na revista Management Review, num artigo curto chamado "There's a S.M.A.R.T. Way to Write Management's Goals and Objectives". Não é um modelo académico complexo. É uma lista de verificação, e continua a ser a mais usada do mundo precisamente por ser simples de aplicar.

VagoÚtil
Melhorar comunicação.Até ao fim do trimestre, enviar um resumo semanal com prioridades, riscos e decisões pendentes.
Melhorar atendimento.Reduzir o tempo médio de primeira resposta de 48h para 24h nas próximas oito semanas.
Melhorar qualidade.Reduzir erros críticos em produção de cinco para dois por mês até ao fim do trimestre.

Um objetivo útil responde a cinco perguntas: o que vai mudar, como se mede, porque importa, até quando, e o que pode impedir o progresso. Se não consegues preencher os cinco campos, o objetivo ainda não está pronto para ser escrito.

Atividade não é impacto. "Fazer dez reuniões" é atividade. Pode ser necessária, mas não garante resultado nenhum. Pergunta sempre: se fizermos isto, o que muda para o cliente, para a equipa ou para o negócio? E dá a cada pessoa um ou dois objetivos prioritários, no máximo. Se tudo é prioridade, nada é.

06Follow-Up Sem Microgestão

A ilusão: acompanhar de perto é controlar. A realidade: microgestão não é acompanhar, é pedir informação e nunca a usar.

Sem acompanhamento, objetivos desaparecem. Com acompanhamento mal feito, as pessoas sentem-se vigiadas. A diferença entre os dois não é a frequência, é o que acontece com a informação depois de a receberes. Se pedes uma atualização semanal e nunca ajustas nada com base nela, estás a cobrar presença, não a acompanhar progresso.

CadênciaPara quê
Semanal, 15 minutosBloqueios imediatos e prioridades da semana.
Mensal, 45 a 60 minutosPadrões, métricas e o que ajustar.
TrimestralDireção, resultados e desenvolvimento.

Como Quality Coach, respondia por métricas de qualidade e conduzia calibrações e coaching individual sobre os resultados, semana após semana, com as mesmas pessoas. A pergunta que mudava mais a reunião não era "já fizeste?", era "o que precisas de mim para isto avançar?". A primeira cobra. A segunda mostra que o teu papel é remover obstáculos, não só contar tarefas.

Há uma ferramenta mais abaixo neste guia para registares check-ins pessoa a pessoa, com data, o que avançou, o bloqueio e a próxima ação.

07Feedback Que as Pessoas Realmente Usam

A ilusão: dar feedback é dizer o que alguém fez mal. A realidade: sem um próximo passo, é só uma opinião arquivada.

A estrutura mais usada tem nome

É conhecida como SBI (situação, comportamento, impacto), popularizada pelo Center for Creative Leadership. Situação: quando e onde aconteceu. Comportamento: o que observaste, sem interpretação. Impacto: que efeito teve. E, para ficar completo, um próximo passo: o que manter, testar ou mudar.

Feedback de melhoria

Na reunião de terça, interrompeste a Ana três vezes. Depois disso, ela deixou de participar. Isso reduziu as perspetivas que ouvimos antes de decidir. Na próxima reunião, experimenta anotar a tua ideia e esperar que ela termine.

Feedback de reforço

Na demo de ontem, preparaste exemplos concretos, explicaste o contexto e deixaste espaço para perguntas. O cliente percebeu o valor mais depressa. Mantém esta estrutura nas próximas demos.

Evita frases vagas ou defensivas: "tens de ser mais proativo", "a tua atitude não é boa", "toda a gente acha que". Não dizem à pessoa o que fazer de diferente, e guardar tudo para a avaliação anual é o mesmo que não dar feedback nenhum a tempo de servir para alguma coisa.

E não esperes que a equipa te diga espontaneamente o que pensa de ti. Pergunta pequeno e específico: "o que devo continuar a fazer?", "o que devo mudar para te ajudar melhor?". Quando ouvires a resposta, não te defendas. Agradece, confirma que percebeste, e decide o que vais testar.

08Quando Alguém Não Evolui

A ilusão: quem não melhora não quer melhorar. A realidade: falta de vontade é só uma de três causas, e confundi-las desperdiça o plano inteiro.

Como Quality Coach, fazia análise de causa-raiz sobre categorias de erro antes de decidir o que corrigir: um erro repetido tem sempre uma causa concreta, e agir sobre a causa errada não resolve nada, só desgasta quem está a tentar. O mesmo raciocínio aplica-se a uma pessoa que não está a atingir o esperado.

  • Falta de clareza: a pessoa não sabe o que se espera, o que é prioritário, ou como será avaliada.
  • Falta de capacidade: quer fazer bem, mas ainda não tem conhecimento, prática ou recursos.
  • Falta de vontade: não quer fazer aquele trabalho, não concorda com o objetivo, ou não assume responsabilidade.

Não assumas qual é. Pergunta, observa, e usa evidência antes de escreveres um plano de melhoria. Um plano útil descreve o problema com factos, clarifica o resultado esperado, define uma ou duas melhorias mensuráveis, oferece o apoio apropriado à causa (clareza pede explicação, capacidade pede prática, vontade pede uma conversa diferente), marca check-ins, e diz o que acontece com ou sem melhoria.

Um exemplo mais útil do que "tens de melhorar"

Nas últimas quatro semanas, três entregas ficaram fora do prazo e duas precisaram de revisão extensa. Precisamos de entregas previsíveis e com menos retrabalho. Durante os próximos 30 dias, vamos planear as tarefas em blocos menores, fazer uma revisão intermédia às quartas, e usar pairing nas partes novas. Ao fim dos 30 dias, queremos pelo menos quatro entregas dentro do prazo.

09Onboarding: a Primeira Promessa

A ilusão: onboarding é dar um computador, apresentar a equipa e enviar uma pasta de documentos. A realidade: é o primeiro teste da tua palavra, e a pessoa está a decidir se confia em ti a partir do primeiro dia.

Como Trainer, dava formação inicial a novos colaboradores e avaliava a prontidão deles antes de entrarem em operação. O que separava quem chegava bem preparado de quem chegava perdido não era o conteúdo da formação, era se alguém tinha explicado o que ia acontecer a seguir, em cada fase, antes de acontecer.

PeríodoO mínimo
Primeiro diaAcessos prontos, alguém à espera, e uma explicação simples da primeira semana.
Primeira semanaContexto do negócio, ferramentas, e uma primeira tarefa útil de risco baixo.
Primeiros 30 diasObjetivos claros, um ponto de contacto, e feedback sobre os primeiros resultados.
60 e 90 diasRevisão de progresso, ajuste de objetivos, e confirmação de que a pessoa sabe a quem pedir ajuda.

Não delegues isto por inteiro a Recursos Humanos. RH pode organizar acessos e documentos; o chefe é quem explica o trabalho, as prioridades reais, e o que significa ter sucesso naquele lugar específico. Ninguém mais consegue fazer essa parte por ti.

10O Colaborador Também Tem Responsabilidade

A ilusão: um bom chefe resolve tudo sozinho, antes de alguém precisar de pedir. A realidade: pedir clareza não é fraqueza, é responsabilidade, e um bom colaborador não espera passivamente por um chefe perfeito.

Se leste até aqui do lado de quem lidera, esta última parte é para leres do outro lado: o que dizias ao teu chefe, se pudesses.

Como pedir clareza

  • "O que significa bom desempenho neste papel?"
  • "Quais são as duas ou três prioridades absolutas?"
  • "Como vamos saber que isto correu bem?"

Como pedir apoio

  • "Estou bloqueado em X. Já tentei A e B. Podes ajudar-me a decidir entre C e D?"
  • "Que recurso, pessoa ou contexto me falta para avançar?"

Uma regra simples serve os dois lados desta conversa: não prometas o que não controlas sem dizer o que depende de ti e o que depende de outros. Em vez de "vou conseguir-te formação", experimenta "até sexta confirmo se temos orçamento; se não tivermos, procuramos uma alternativa interna". A segunda frase cria confiança porque é verificável. A primeira só cria uma promessa que pode não se cumprir.

Ninguém nasce chefe. Mas também ninguém devia ficar à espera de um.

Registo de 1:1

Um check-in por pessoa, com data, o que avançou, o bloqueio e a próxima ação. É a versão mínima do capítulo 6: sem a próxima ação escrita, o check-in seguinte começa sempre do zero.

Fica guardado só neste browser.

Conclusão

Nada disto é complicado de entender. GROW são quatro letras, SMART são cinco, a estrutura de feedback são três passos. O difícil não é aprender os modelos, é lembrar deles numa segunda-feira às nove da manhã, com uma equipa à espera de uma resposta e nenhuma vontade de parar para pensar em estrutura.

Por isso a parte que mais interessa deste guia não são os modelos, é o capítulo 8: quase todos os problemas de gestão que vi de perto vinham de alguém a assumir a causa errada. Clareza tratada como vontade, capacidade tratada como atitude, um plano de melhoria construído sobre um diagnóstico que ninguém verificou. Corrige o diagnóstico antes de corrigires a pessoa.

Se ficares só com uma decisão deste guia, fica com esta: da próxima vez que alguém da tua equipa não fizer o que esperavas, pergunta antes de concluíres. Pode poupar-te um plano de melhoria inteiro construído em cima do diagnóstico errado.

Se isto te mudou alguma coisa na forma como vais liderar a próxima conversa, conta-me. E se discordas, ainda melhor, porque é assim que a próxima versão fica melhor.

Se o que precisas agora é preparar-te para seres tu a ser avaliado, há um guia inteiro sobre isso ao lado: A Conversa Que Só Um Lado Prepara.

Isto ajudou-te?

Se isto te foi útil, o mais provável é ser útil a alguém que conheces. Partilha.

LinkedInWhatsApp

Fontes, e o que é só observação minha

Porque a promoção não ensina gestão

  • Laurence J. Peter e Raymond Hull, "The Peter Principle: Why Things Always Go Wrong", 1969: numa hierarquia, promove-se com base no desempenho no cargo anterior, não no cargo novo.

Coaching e objetivos

  • John Whitmore, "Coaching for Performance", 1992: a origem do modelo GROW (Goal, Reality, Options, Will).
  • George T. Doran, "There's a S.M.A.R.T. Way to Write Management's Goals and Objectives", Management Review, 1981: a origem do acrónimo SMART.

Feedback e avaliação

  • A estrutura Situação, Comportamento, Impacto é conhecida como SBI e é normalmente atribuída ao Center for Creative Leadership.
  • Donald Kirkpatrick e os quatro níveis de avaliação de formação, já citados com mais detalhe no guia de formação deste site.

O resto

  • Quase uma década numa operação de customer experience, em quatro projetos e cinco funções (agente de apoio ao cliente, SME, Quality Coach, Trainer e Quality Team Leader), incluindo liderança de equipas até cem pessoas. É a fonte da análise de causa-raiz, das calibrações, do processo de prontidão de novos colaboradores, e de tudo o que este guia não atribui a ninguém.